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Atenção compartilhada e identificação precoce no autismo

A habilidade de atenção compartilhada é definida como comportamentos infantis (vocalizações, gestos, contato ocular) com o propósito de dividir com outra pessoa experiência em relação a objetos/eventos a seu redor.

Assim, a criança começa a notar que outras pessoas têm reações diferentes das dela frente às mesmas situações rotineiras. O olhar é um indicador fundamental de atenção compartilhada. Refere-se à habilidade da criança em seguir a direção do olhar ou a tendência em alternar o olhar entre a pessoa e o objeto de interesse.

Em casos de autismo, a atenção compartilhada, apesar de existir, é bem mais reduzida quando comparada ao padrão típico. Há um comprometimento consistente, tanto de produção quanto de compreensão de atos para a atenção compartilhada, em contraste com comportamentos somente em busca de assistência. A falta de buscar um olhar como referência foi significante para discriminar crianças com e sem autismo.

É importante ressaltar que a comunicação não só começa quando a criança aprende a falar! Ela emerge já de um bebê recém-nascido, que busca contato visual com a mãe, por exemplo. No sexto mês de vida, o bebê já usa de gestos e vocalizações para pedir objetos e no primeiro ano, passa a utilizar palavras para expressar suas intenções.

Por isso, é fundamental estar atento às fases do desenvolvimento do seu bebê. A identificação e intervenção precoce se mostra de extrema importância no que diz respeito ao sucesso de estimulação para um melhor crescimento.